sábado, 25 de julho de 2009

O Velho, o Moço e o Menino


Está vendo aquele velho, jogado na calçada
Com olhar e mãos cansadas, mendigando compaixão
Dizem que antigamente era um jovem competente
Um trabalhador descente tinha lar e profissão

Mas o tempo fez seus planos e com traços tão estranhos
Só deixou perdas e danos e os seus sonhos pelo chão
Igual a tantos miseráveis que não pesam na balança
Da justiça dos que não tem coração
Nos também somos responsáveis por todos estes velhos
Deixados como herança quer queira ou não

Cada um por si jamais é Deus por todos
Cada um por todos é tudo muito mais
Se não há paz nos olhos teus
Não haverá também nos meus

Se há um criador em toda a criatura
Se estamos todos unidos aos demais
O que se faz por estes eus
Se faz também para Deus

Está vendo aquele moço, perdido e sem destino
pelo álcool e pelas drogas em delirantes coquetéis
dizem que quando menino humilhado e oprimido
brincava de prender muitos bandidos nos quartéis

Uma trilha de surpresas, enrascadas e malicias
Tornou-se presa fácil da polícia e dos cartéis
Igual a tantos miseráveis que não pesam na balança
Da justiça dos que não tem coração
Nos também somos responsáveis por todos estes moços
Deixados como herança quer queira ou não

Cada um por si jamais é Deus por todos
Cada um por todos é tudo muito mais
Se não há paz nos olhos teus
Não haverá também nos meus

Se há um criador em toda a criatura
Se estamos todos unidos aos demais
O que se faz por estes eus
Se faz também para Deus

Está vendo esse menino, com olhar de cão sem dono
é mais um filho do abandono do rancor da rejeição
ele trabalha nas esquinas em vidros de automóveis
vendendo dropes balas de cortar o coração

É um pássaro sem ninho carente de carinho
sem pai, sem mãe, sem nome, sem nenhuma proteção
Igual a tantos miseráveis que não pesam na balança
Da justiça dos que não tem coração
Nos também somos responsáveis por todos estes pequeninos
Deixados como herança quer queira ou não

Cada um por si jamais é Deus por todos
Cada um por todos é tudo muito mais
Se não há paz nos olhos teus
Não haverá também nos meus

Se há um criador em toda a criatura
Se estamos todos unidos aos demais
O que se faz por estes eus
Se faz também para Deus

sábado, 11 de julho de 2009

Mensagem de Amigo



Amigo não tem dia, não tem hora, amigo é sempre agora
Amigo não tem jeito faz morada dentro do peito pela vida a fora
Por um amigo se põe a mão no fogo sem receio de nenhuma dor
Amigos são parceiros de um jogo onde não há perdedor

Amigo é feito agulha no palheiro
É meio a meio e os dois inteiros
Amigo é sincero dá de 10 a zero na força do poder e do dinheiro
Amigo é aquele que nos representa em qualquer lugar
A gente estando ou não estando lá
Aliás, é como se a gente estivesse lá na figura do amigo

E é por isso que se diz que é difícil ser amigo
Pois ser amigo não é fácil não
E é por isso que se diz que lealdade não tem preço
E que amizade é o avesso da solidão

Em tempos tão doentes de amores tão distantes
Amigo é uma espécie de transplante de coração
Amigo é feito um pai que se adota feito um filho
É o Espírito Santo um Anjo Guardião

Nossas vidas



Nós podemos ir levando nossas vidas
Isoladas, separadas, divididas
Mas a estrada de cada um é o caminho de todos nós
Basta olhar ao redor para ver que não somos tão sós

Vamos juntos ver a vida diferente
Somos muitos somos elos da corrente
O presente de cada um é o futuro de todos nos
Uma vida em comum e este tom de esperança na voz.

Vem então vamos nos dar as mãos para espalhar o bem chegar ao fundo
E mostrar que o poder da união, do amor, da emoção vai mudar o mundo

sábado, 4 de julho de 2009

Tudo ye, ye



(tudo)ye ye (tudo) ye ye

Essas ruas, meu amigo, faz sentindo não
Eu sigo, entre huch mão contra mão...
Eu vou

Essa luz no fim da rua é minha cara e a tua
Entre blochi, rótulo, espot, samba
Eu sou

Não quero ser presenteado com este monte de passado
Que querem por a frente do meu futuro
Não

Tem que pintar quer queira ou não meu coração
(tudo)ye ye (tudo) ye ye
Tem que pintar quer queira ou não meu coração
(tudo)ye ye (tudo) ye ye

A gente faz cara feia quando acorda e a vida faz careta para gente ri, a gente ri desses caras
Que estão ai

Eu quero mais é me abrir pro o montão de coisa que há de vir, é aqui, é agora, pode crer, pode sorrir

A espera de quem alcança só alcança quem bota fé no morro, no já, na onda, na maré...

Tem que pintar quer queira ou não meu coração
(tudo)ye ye (tudo) ye ye
Tem que pintar quer queira ou não meu coração
(tudo)ye ye (tudo) ye ye

A rapazeada fazendo um som, todas às cabeças em paz no front, todo mundo lavando o céu

Não é falta de horizonte, porque braço tem um monte
Pro balalau e pro beleleu

Vem criatura esperta, desperta faz teu som, faz teu som
Teu sim, teu céu e mel

Tem que pintar quer queira ou não meu coração
Ye ye ye ye
Tem que pintar quer queira ou não meu coração
Meu coração

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quando o amanhã chegar

Silvio Brito no Show em Interlagos
Para assistir clique AQUI!
Vejo o a tarde morrendo no horizonte
Vejo a manhã nascendo lá nos montes
Penso que um dia vou envelhecer
Mas não faz mal
Pois envelhecer a dois é tão normal

Quando a saudade vier me atormentar
No teu abraço eu vou me abrigar
E os meus cabelos brancos misturados com os teus
Nem o tempo vai mudar você e eu

Quero ser o mesmo que eu sempre fui
Só o amor me faz feliz
Sei que vou sorrir ao ver os meus netinhos
Fazendo tudo aquilo que eu já fiz

Sei que a velhice não vai me surpreender
O que eu plantei mais tarde vou colher
Vou construir um mundo só de amor para nos dois
Economizar carinhos pra depois

domingo, 28 de junho de 2009

Flores de plástico


Depois de tanto tempo estou voltando, finalmente
Pra ver de novo minha terra, meus amigos, minha gente
Mas quando chego à cidade não reconheço mais nada
Estou surpreso com as mudanças bruscas que fizeram por aqui

Onde estão as flores? Onde estão os jardins?
Onde estão as crianças que brincavam aqui?
Onde estão os amigos? Os encontros na praça?
Mas será que valeu a pena ter crescido assim
Se já não há mais tempo para amar e ser feliz

Vejo flores de plástico no lugar das orquídeas
Edifícios enormes no lugar de praças e jardins
Isso me assusta e me deixa magoado
Ver morrer tantos sonhos que eu guardei em mim

O tempo passa tão depressa e a gente nem percebe
Mas sente que as pessoas nunca sabem
Quando ganham ou quando perdem
Quem me cantava em poema, hoje só fala em problemas
Todo mundo corre e foge sem saber ao menos aonde ir

Onde estão as serestas e as noites de lua?
Brincadeiras dançantes, bate-papos na rua?
Onde estão os amores onde estão os amantes?
Mas será que o progresso poluiu também os corações?
Ou fui eu que acreditei demais nas ilusões?

Vejo flores de plástico no lugar das orquídeas
Edifícios enormes no lugar de praças e jardins
Isso me assusta e me deixa magoado
Ver morrer tantos sonhos que eu guardei em mim

While My Guitar Gently Weeps

Versão da música de George Harrison.
Em cima em inglês e a baixo a letra do Silvio.

George Harrison + Silvio Brito

Am Am/G Am6 Fmaj7
I look at you all see the love there that's sleeping
O som do lamento é igual ao tormento
Am G D E
While my guitar gently weeps
De uma guitarra a chorar

Am Am/G Am6 Fmaj7
I look at the floor and I see it needs sweeping
Tentando imitar tudo errado cada grito

Am G C E
Still my guitar gently weeps
De um coração em conflito

A C#m F#m C#m Bm E
I don't know why nobody told you how to unfold your love
Eu sempre tento me segurar digo não vou chorar

A C#m F#m C#m
I don't know how someone controlled you
Mas sentimento é como um vento

Bm E
They bought and sold you
Não dá para controlar

Am Am/G Am6 Fmaj7
I look at the world and I notice it's turning
Enquanto você dorme eu me entrego aos acordes de

Am G D E
While my guitar gently weeps
While my guitar gently weeps


Am Am/G Am6 Fmaj7
With every mistake we must surely be learning
Meus olhos fazem coro nesse choro só e triste
Am G C E
Still my guitar gently weeps
While my guitar gently weeps


A C#m F#m C#m
I don't know how you were diverted
Eu sempre tento me segurar

Bm E
You were perverted too
digo não vou chorar
A C#m F#m C#m
I don't know how you were inverted
Mas sentimento é como um vento

Bm E
No one alerted you
Não dá para controlar


Am Am/G Am6 Fmaj7
I look at you all see the love there that's sleeping
Enquanto você dorme, eu me entrego aos acordes de

Am G D E
While my guitar gently weeps
Uma guitarra a chorar

Am Am/G Am6 Fmaj7
Look at you all...
Meus olhos fazem coro...
Am G C E
Still my guitar gently weeps
While my guitar gently weeps

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Silvio Brito em Jarinu-SP


Dia 4 de julho, Silvio Brito estará em Jarinu-SP.
Terra de vales, montanhas, rios e lagos, Jarinu tem o 2º Melhor Clima do Mundo, atestado pela UNESCO.
Agrícola por vocação, o único município paulista onde a População do campo cresceu mais que a urbana é ativo participante do Pólo Turístico do Circuito das Frutas, com a qualidade de seus morangos, poncãs, laranjas, pêssegos, ameixas e uvas, além de seu famoso vinho artesanal.
O Show será realizado no Hotel Fazenda Depevat, a partir das 11 da noite.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Show em Interlagos


Silvio Brito fará show durante a quermesse em louvor a São Pedro Apóstolo em São Paulo neste domingo (28) a partir das 9 horas da noite

Endereço: Rua Professor Guilherme Belfort Sabino,953 - Interlagos
Fone: 2609-7574